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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Mineração em Matosinhos

A exploração aurífera no Bairro Matosinhos, em São João del-Rei/MG, é conhecida, sobretudo, pelos relatos de três viajantes europeus: o comerciante inglês John Luccock, em 1818, o reverendo irlandês Robert Walsh, em 1828 e o diplomata britânico Richard Burton, em 1867. Eis, a seguir, os seus registros, que demonstram o abandono daquela atividade durante o século XIX:

 

(...) Havia também nessa propriedade, ruínas de uma grande lavra de ouro, que constava de uma parede construída em través de um boqueirão, a título de dique para segurar as águas e coar qualquer sedimento que essas trouxessem. Havia uma comporta para o esvaziamento do dique sempre que fosse necessário, para que assim se pudesse retirar o sedimento e extrair dele o ouro que acaso contivesse. A porção maior do paredão era sustida por sólido aterro que lhe havia encostado, mas o trecho que atravessava o leito ficara sem proteção, a fim de que servisse de escoadouro para as águas, quando o dique estivesse repleto. Conquanto fosse o que gozava de maior reputação naquelas paragens, o engenheiro que construíra nada entendia de pressão de fluido. Construíra sua barragem com perto de trinta pés de altura, doze de espessura na base e seis no topo; mas as fundações haviam sido lançadas com insuficiente solidez e como que a fim de amarrar toda a obra, a fiada superior compunha-se de pedras muito grandes, pesando de duas a três toneladas cada qual e ali colocadas com enorme despesa. Um mecânico habilidoso e prático perceberá facilmente que uma estrutura dessa espécie tinha que rebentar na base logo que fosse aberta a água para dentro do dique; e o seu custo total que perfazia, ao que me disseram, dezesseis mil libras, perdeu-se num instante. (LUCCOCK, 1975)

Passamos pelo arraial de Matosinhos (...) o lugar tinha tido outrora uma mina de ouro bastante extensa. Para interceptar as partículas de ouro trazidas por um riacho da montanha, havia sido construído um dique através de uma ravina; o seu construtor, porém, não calculara a pressão da água e, após um prolongado período de chuvas, o dispendioso dique se rompeu, fazendo desaparecer com ele, numa única noite, todas as riquezas acumuladas à sua margem. (WALSH, 1985)

Mais acima está uma ponte quebrada, que data do tempo em que Matozinhos tinha uma mina de ouro florescente. A explosão de um poço (...) acabou com a mineração. (BURTON, 1942)

 

Não se sabe a localização exata desse dique (ou ponte, como o chama Burton). O relato de Luccock, mais antigo e completo, diz ainda, que a fazenda onde se situava a obra da mina, ficava em um “profundo valado à beira de um regato diminuto mas límpido”, o que faz supor antes no Córrego do Cala-boca, que propriamente no Ribeirão da Água Limpa, bem mais caudaloso. Isto condiz com sua afirmação de que ficaria tal construção do lado oposto da vila. Sobre a fazenda relata ainda que era grande, ótima, desabitada por aquela época, que estava disponível para aluguel ou venda, tinha excelente terra, açude, tanque para criar peixes, dispositivos para aguadas e alimento de animais. Tinha um quarto de légua de testada e indefinido comprimento, por continuar-se com terras devolutas. Seu valor de venda era muito alto: um conto e duzentos mil réis, equivalente a trezentas libras esterlinas. 

            Em 27 de junho de 1789 houve a concessão de seis ou oito braças de terra ao sargento-mor Luis Antônio da Silva, que pretendia edificar “na paragem do Ribeirão do Callaboca, por cima do rego da Sociedade do Barro Vermelho” [1]. Sobre o nome supra, em uma lista de sesmarias aparece uma concessão de terras a Luís Antônio da Silva, em outubro de 1771, então referido como alferes. Contudo ficava em “Alagoas do Piuhy” (oeste do estado), termo da vila de São José del-Rei (Tiradentes)[2]

Outras notícias sobre essa atividade no bairro surgiram bem mais tarde, quando se idealizou construir a capital mineira em São João del-Rei. Pelo final dos oitocentos, os estudos do engenheiro relator do projeto, apontaram um vestígio da mineração nas margens do Ribeirão Água Limpa: 

 

Na sua margem direita existe ainda, perfeitamente vizivel, o rêgo aberto pelos antigos mineiros para conducção de suas aguas ás varzeas de Mattosinhos e do Porto para a lavagem do ouro; os actuaes moradores do logar ainda viram, sobre o rio das Mortes, o aqueducto de madeira que dava passagem ás aguas (ALMEIDA, 1893, p.13). 

 

Este relato tem especial importância por mostrar que daquele ribeirão, um rego trazia água para a vargem de Matosinhos e mais ainda, por uma calha a água atravessava suspensa por sobre o leito fluvial para lavagens auríferas na vargem do Porto. Uma empreitada desta estirpe, só se justificaria graças a uma fartura intensa do nobre metal, senão bastariam faisqueiras pouco dispendiosas. Supostamente esse rego é o mesmo citado linhas atrás, que pertenceu à Sociedade do Barro Vermelho. 

Ora, ainda hoje, nos fundos do conjunto habitacional INOCOP, entre a via férrea e o rio, notam-se muitos monturos de cascalho remexidos, escavações, vestígios claros da atividade extrativa, comuns a outras áreas de mineração. Estes sinais se estendiam outrora mais acima, na área do próprio conjunto de prédios, beira da Rua Amaral Gurgel e Avenida Sete de Setembro. Esta área era brejosa e dizem moradores antigos que aí houve lagoinhas ou grandes poças, outros sinais da mesma atividade, acumulando águas pluviais nas depressões escavadas ou fazendo-a brotar dos lençóis freáticos. 

A tradição oral de antigos ferroviários, diz que um dos fatores que contaram para a retirada dos trilhos da Rua Amaral Gurgel para o itinerário atual, não foi apenas o crescimento do bairro em redor da igreja, mas também o fato de que a via férrea, ao atravessar aquela área embrejada supracitada, tinha constante risco de acidentes, porque os dormentes afundavam na terra barrenta e apodreciam com rapidez. 

Considerando a retirada de água por rego é bom lembrar que era prática muito comum, como se pode ver pelos vestígios na Serra de São José, por exemplo, e ainda, o célebre Canal dos Ingleses, na Serra do Lenheiro. No mais o desnível era o necessário para aproveitar a força da gravidade, em uma época que não havia máquinas de bombeamento. 

        Um importante informe pessoal obtido em 30/11/2007 do Sr. José do Carmo Silva, o “Zé Pequeno”, que viveu sua infância no bairro, nas décadas de 1940-50, dá conta que havia um extenso rego que vinha de uma represa abandonada nas imediações da Árvore de Óleo / Ouro Preto, passava aproximadamente no traçado atual da Avenida Santos Dumont, por baixo do pontilhão do trem e depois pela Rua João Hallack. Corria água nele e o pessoal do matadouro jogava ali o sangue das reses, causando muito mal cheiro nas vizinhanças. Com o passar dos anos, diante da crescente ocupação urbana esse rego foi em parte manilhado e outro tanto entupido. O resto dos abates passou então a cair direto para o Ribeirão da Água Limpa, logo acima do pontilhão onde ficava o sangradouro. Quero crer que esse rego citado por Zé Pequeno seja verdadeiramente aquela primitiva benfeitoria mineradora mencionada nos parágrafos anteriores. Em fevereiro de 2009 uma parte de seu manilhamento estourou junto ao pontilhão da via férrea e velho o rego ficou evidente, mas logo foi reparado e de novo desapareceu sob o asfalto. 

Garimpeiros que teimam em encontrar a sorte, aqui e acolá, sempre existiram, mas o tempo das lavras em Matosinhos foi de fato o século XVIII. Os viajantes da centúria seguinte garantiram que a atividade se extinguira. Por esta razão não deixa de ser interessante o tardio requerimento de José Teixeira Marques à Câmara, em 1901, buscando o privilégio de explorar ouro, por cinco anos, no Córrego do Lenheiro, Ribeirão da Água Limpa e sua foz no Rio das Mortes[3], portanto e inclusive em território de Matosinhos. 

Além da mineração de ouro foi parcamente ativa a de calcário. Álvaro Silveira (1895, p.90) chamava a atenção sobre a possibilidade de se explorar uma pedreira desse material, um pouco adiante das edificações, junto à comunidade do Sutil, à margem esquerda do Rio das Mortes e à beira da via férrea (em frente ao quilômetro 93,7 da EFOM – Estrada de Ferro Oeste de Minas).

Referências

ALMEIDA, José de Carvalho. Relatório dos estudos feitos na Várzea do Marçal. 1893.

BURTON,  Richard Francis. Viagens aos Planaltos do Brasil (1868) . 1º Tomo: do Rio de Janeiro a Morro Velho. Rio de Janeiro: Nacional, 1942. Coleção Brasiliana, série 5a, v. 197, p. 188.

LUCCOCK, John. Notas sobre o Rio de Janeiro e partes meridionais do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1975.

SILVEIRA, Álvaro Astolpho da. Notas sobre calcareos da Bacia do Rio das Mortes. Boletim. Commissão Geographica e Geologica de Minas Geraes, n. 3. 1895. Rio de Janeiro: Imprensa de H.Lombaerts & Comp., Disponível em: https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=hvd.32044106363997&seq=91 Acessado em 09 mar. 2025. 

WALSH, Robert. Notícias do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1985. 


[1] Informação gentilmente prestada do Luiz Antônio Sacramento Miranda. Fonte não informada.

[2] Arquivo do IPHAN, São João del-Rei, caixa 26.

[3] Fonte: jornal O Combate, n. 83, 27/07/1901, São João del-Rei. 



Pedreira do Sutil, em imagem de 2009.

Créditos 

- Texto e fotografia: Ulisses Passarelli.

Notas 

- Revisado em 09/03/2025. 

Matosinhos: impressões diversas do século XIX

Esta postagem reúne notícias avulsas e desconexas alusivas ao Bairro Matosinhos, São João del-Rei/MG, durante os oitocentos. O século XIX foi o tempo áureo do grande bairro. Seu território se encheu de chácaras vetustas e suas grandiosas festas tornaram-se célebres. Os viajantes estrangeiros testemunharam o viço dessa época. Os jornais e outras fontes publicaram aspectos os mais diversos, dos quais seguem por tópicos, algumas dessas notícias: 

1- Notícias militares

Sebastião de Oliveira Cintra registrou o surgimento de uma unidade militar no bairro:

A 23-3-1802 Bernardo José de Lorena, Governador da Capitania de Minas, concedeu a Manoel Gomes de Almeida Coelho (faleceu a 28-9-1838) a patente de capitão da Cia. de Ordenança do Novo Distrito da Cappela do Senhor de Matozinhos, da Vila de São João del-Rei. Ingressou na Irmandade do SS. Sacramento a 12-6-1804. A mesma autoridade a 10-5-1802 nomeou para o posto de alferes do citado distrito Clementino José Ribeiro Carmo[1]. (CINTRA, 1982; grifo nosso).

Durante a Guerra do Paraguai (1864-1870), a capela foi ponto de recepção de combatentes. A soldadesca ali pousava, se alimentava, assistia missa e seguia viagem.

2- Coronel Pamplona

Matosinhos tornou-se um lugar procurado para o lazer, o descanso e o tratamento de doenças que exigiam o repouso e o ar puro. Isso porque o local era considerado aprazível,  bucólico. O Coronel Inácio Correia Pamplona (latifundiário, perseguidor dos quilombos do oeste mineiro e terceiro delator da Inconfidência Mineira), no fim de sua vida, mudou-se da Fazenda do Mendanha (em Lagoa Dourada) para Matosinhos, onde adquiriu uma chácara, em busca desse tão decantado sossego, já que estava com a saúde abalada [2]. Foi eleito Imperador do Divino no ano de 1810. Nesse mesmo ano faleceu. Seu testamento está no arquivo regional do IPHAN, situado em São João del-Rei e contém um recibo de doação para o festejo do Espírito Santo, cujo teor é o seguinte:

"Recibo dado ao Padre Inácio Correia Pamplona, referente à ajuda que seu pai deu à Festa do Divino do ano de 1810. Recebi do Sr. Reverendo Pe. Inácio Correia Pamplona, a quantia de cem mil réis que me deu por ordem do Sr. seu pai o Senhor Coronel Inácio Correia Pamplona, cuja quantia é a mesma, que o dito Sr. prometeu dar para a festa que fizemos do Espírito Santo em Matttosinhos em ano de 1810, quando o Sr. Coronel foi Imperador e eu Juiz. Por ser verdade faço o presente. São João, 13 de junho de 1810 – José Francisco Lopes."

O referido sacerdote, também foi testamenteiro de seu pai, de quem herdou grande fortuna, já que quatro de suas irmãs foram reclusas no Convento de Macaúbas e uma quinta, casou. Do seu testamento consta ainda outra doação de cem mil réis, desta feita destinada a se celebrar “25 missas a Nossa Senhora da Lapa, presente no altar do Senhor Bom Jesus de Mathosinhos”.

Registrou Cintra (1982), que em 1811 o padre supracitado dispôs da chácara que herdara do pai:    

"A 1-5-1811 o padre Pamplona Corte Real [filho do Cel. Inácio Correia Pamplona] vendeu u’a chácara grande, toda murada e valada, com terras de cultura, arvoredos e mais plantas, situada no Arraial de Matozinhos da Água Limpa, “subúrbio de São João del-Rei”, à Maria Angélica de Sá Menezes, viúva do Cel. Carlos José da Silva, pais do Barão de Pouso Alto."

3- Um documento eclesiástico

A ligação entre o Estado e a Igreja que havia nesses tempos obrigava que, além das autorizações eclesiásticas, houvesse também as do poder público para as práticas religiosas. Não foi diferente aqui. Demorou, em virtude da burocracia, ainda onipresente. O Príncipe Regente Dom João VI, expediu em 27 de maio de 1811, um documento concedendo autorização aos devotos para que usassem a Capela do Bom Jesus de Matosinhos, dentro das regras do costume. Observe-se que a ordem eclesiástica já fora concedida em 1774 pelo Arcebispo Dom Bartolomeu [3].

4- Anúncio de venda de uma chácara

"Vende-se uma boa chacara situada no Arraial de Mattosinhos, quem a pretender dirija-se ao seu proprietario abaixo assignado. São João d’El-Rey 29 de Outubro de 1878. Luiz Dalle." [4]

5- Inspiração literária

Em 1881 um jornal são-joanense publica no folhetim o conto novelesco intitulado “Morgadinha de Mattosinhos” [5].

6- O “lixão” já foi na área da Vila Nossa Senhora de Fátima (Grande Matosinhos)

O Código de Posturas aprovado em 1887 pela Câmara Municipal previa no seu capítulo XXVII, artigo 238 uma área do bairro para despejos “de lixo e outra qualquer immundicie e enterramento de animais mortos e generos alimenticios corrompidos, nesta cidade, o campo que fica em triangulo na embocadura do Agua-Limpa no rio das Mortes” (etc.) [6].

7- Casamento

Fora das festas, pouco movimento havia no templo deste arrabalde. Casamentos eventualmente ali celebrados viravam notícias sociais [7]:

(...) "realizou-se, na igreja de Mattosinhos, o casamento da Exma. Sra. D. Antonia Carolina Braga, filha do nosso distincto e nunca esquecido amigo Dr. Salathiel de Andrade Braga, com o sr. Francisco Pereira da Malta Laudares."

8- Festa em Matosinhos tira público do teatro      

As festas eram mesmo o ponto alto do bairro. Foi anunciado pela imprensa, que o fracasso da estreia teatral da “Companhia de Zarzuellas e Japoneza”, deu-se em razão da falta de público no teatro, motivado pelo fato de que grande parte dos moradores da cidade tinham descido para a afamada festa [8]: “Como era de prever, foi a estréa desta companhia pouco concorrida após as concorridas festas em Mattosinhos, onde esteve esta cidade durante quatro dias e quatro noites”. Esta citação revela que havia um intenso deslocamento sazonal.

9- Sutil

Em 1896 há um anúncio de venda da “Fazenda do Suptil”, pela Companhia Agrícola e Industrial Oeste de Minas. Media 143 alqueires (cerca de 710,4 hectares)[9]. Do negócio se excluíam os 10 alqueires nos quais se situavam uma caieira e a Casa da Pedra [10]. Tal propriedade corresponde à atual comunidade do Sutil, no distrito da sede, imediações de Matosinhos, à margem da via férrea (EFOM). 

10- Torre danificada

No ano de 1897 foi idealizada uma loteria para arrecadar fundos para reforma de uma das torres da Capela de Matosinhos. Seria para o dia 07 de janeiro, mas por não terem sido vendidos todos os bilhetes, a extração foi adiada para 4 de abril. Ocorreu o sorteio da loteria no definitório da Igreja do Carmo, sob os cuidados do tesoureiro Miguel Archanjo da Silva [11].

A 21 de maio de 1899, às 14 horas, no domingo de Pentecostes, reunia-se uma comissão na Capela de Matosinhos, sob a orientação do vigário, Padre João da Trindade, com destino a prestar contas dos reparos na torre direita daquele templo, “que ruiu há tempos, por occasião de lamentavel desastre”. A lisura dos números apresentados foi muito elogiada. Os cabeças da dita comissão foram: José Justino Silva, Francisco Leopoldo das Chagas e Paulo Evangelista de Magalhães [12].

Composição ferroviária atravessando a região do Sutil. 


Créditos

- Texto e fotografia: Ulisses Passarelli. 

Notas  

- Revisão: 08/07/2025 (com acréscimo de fotografia). 



[1] - No século XVIII as companhias de ordenança habitualmente se estabeleciam nos locais de mineração. Era uma forma de se vigiar a atividade tão valiosa para a metrópole.
[2] - Segundo Henriques (2003) seria a Chácara Palestina, “comprada do Capitão João Batista Machado por 700$000 em 1808, e outra unida a esta, que arrematou dos órfãos de D. Joaquina Leocádia, onde o Coronel Pamplona investiu em muitas obras, usando seus escravos.”
[3] - Fotografia deste documento veio a público durante a exposição sobre a história da devoção ao Bom Jesus de Matosinhos, durante o seu jubileu em 2003, no Centro Social e Cultural da Paróquia. Foi organizada pelo artista sacro Osni Paiva, grande estudioso e defensor da cultura e história da cidade e especialmente deste bairro.
[4] - Arauto de Minas, n. 33, 24/11/1878. São João del-Rei. 
[5] - Tribuna do Povo, n. 15, 17/07/1881 a n. 18, 07/08/1881. São João del-Rei. 
[6] - VENÂNCIO, Renato Pinto, ARAÚJO, Maria Marta (org.). São João del-Rey: uma cidade no Império. Belo Horizonte: SEC / Arquivo Público Mineiro, 2007. p.180.
[7] - Gazeta Mineira, n.59, 27/10/1884. São João del-Rei. 
[8] - O Resistente, n.55, 30/05/1896. São João del-Rei. 
[9] - Alqueire, segundo Aulete (1978) é uma medida agrária usada no Brasil, de valores variáveis conforme a região: 48.400 m2 (na prática 48.000) em Minas, Goiás e Rio, sendo conhecido por “alqueire mineiro”; em São Paulo, 24.200 m2 (na prática 24.000), o conhecido “alqueire paulista”, e no norte a medida é 27.225 m2.
[10] - O Resistente, n.54, 21/05/1896. São João del-Rei. 
[11] - O Resistente, n.72, 07/01/1897; n.83, 11/03/1897 e n.85, 08/04/1897. São João del-Rei. 
[12] - S. João d’El-Rey, n.19, 27/05/1899. São João del-Rei.