sexta-feira, 27 de maio de 2016

Congo do Alto Maranhão na Festa do Divino



Guarda de Congo, Alto Maranhão (Congonhas/MG), durante a 
Festa do Divino em São João del-Rei, batendo o raro toque de langa. 

 Créditos

- Fotografia e vídeo: Iago C.S. Passarelli, 15/05/2016. 
- Edição, acervo e legenda: Ulisses Passarelli.

Notas

- Revisão: 11/05/2025. 
- O toque ou ritmo de langa é pouco conhecido; ao que parece surge em uma área geográfica restrita. Além de Alto Maranhão os congos do vizinho município de Conselheiro Lafaiete também o executam, tais como o de Passagem de Queluz e Rancho Novo. 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Festa do Divino, São João del-Rei, 2016: programação

Inicia-se hoje mais um Jubileu do Espírito Santo, a célebre Festa do Divino, no santuário Diocesano do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em São João del-Rei. Segue em tópicos a programação oficial, referenciada a partir do informativo do evento, boletim anual publicado pela Comissão Organizadora da Festa, edição nº19. O tema deste ano é "O Espírito Santo e a Misericórdia de Deus".

Procissão do Divino e ao fundo o Santuário de Matosinhos.
São João del-Rei/MG. 24/05/2015.

Período da novena

Dia 04: 
- 19 horas - Santa Missa e Vigília de Pentecostes.

Dia 05:
- 17 horas - Visita ao Imperador (com a presença dos caixeiros e da Comissão do Divino).
- 18 horas - Deslocamento para a Capela do Menino Jesus de Praga onde acontecerão homenagens àquela comunidade. Em seguida, vinda ao Santuário. 
- 19 horas - Santa Missa.
- Após a celebração ocorrerá o ritual de entronização da imagem do Divino aos pés da imagem do Sr. Bom Jesus de Matosinhos.

Dia 06 a 14 de maio: 
- 19 horas - Santa Missa no Santuário e a seguir, celebração da novena. Os subtemas para meditação, em sintonia com o Ano Santo da Misericórdia, conforme expressamente diz o programa são: 

- Dia 06: Jesus Cristo - o rosto misericordioso do Pai;
- Dia 07: O mistério da misericórdia de Deus;
- Dia 08: Deus é paciente e misericordioso;
- Dia 09: Eterna é a sua misericórdia;
- Dia 10: Misericórdia - o agir de Deus para conosco;
- Dia 11: A urgência de testemunhar a misericórdia;
- Dia 12: Missionários da misericórdia;
- Dia 13: Justiça e misericórdia;
- Dia 14: Maria, a Mãe da Misericórdia.

Como de costume, cada dia será celebrado por um sacerdote diferente e contará com a participação das comunidades, movimentos e pastorais. Destaque para as seguintes atrações e atividades:

Dia 06: 
- a partir de 18 horas: levantamento dos mastros, sequencialmente, na Gruta do Divino, Santa Clara e Igreja de Santa Teresinha e após a novena é a vez dos mastros no adro do Santuário.
Dia 08: 
- 09 horas: Cavalgada do Divino, partindo da Vila Santo Antônio;
- 19 horas: participação do Coral Coroinhas de Dom Bosco na celebração e coroação da imagem de Nossa Senhora da Lapa.
Dia 14 de maio:
- 17 horas: Procissão do Imperador Perpétuo, saindo da Igreja de São Francisco de Assis para o Santuário, com participação das folias do Divino;
- 19 horas: participação das folias na missa, e logo após, apresentações das mesmas no coreto da festa.

A agenda de shows, após as celebrações diárias, a partir das 20 horas no coreto do adro é a seguinte: 
- Dia 06: Grupo Vinde e Vede da Paróquia de Matosinhos;
- Dia 07: Joyssy e João Paulo;
- Dia 08: Ladinho e Oswaldo;
- Dia 09: Conservatório Estadual de Música Padre José Maria Xavier;
- Dia 10: Banda do Chá Preto;
- Dia 11: Renato e Cipó;
- Dia 12: Isa e Rafa;
- Dia 13: retreta com a Banda de Música do Santuário de Matosinhos e show com a Banda Almenaras, de Ritápolis;
- Dia 14: encontro de folias no coreto;
- Dia 15: Banda Raízes Sertanejas.

Dia Maior, Domingo de Pentecostes, 15 de maio

- 6 horas: alvorada festiva;
- 8 horas: missa festiva e recepção aos congadeiros;
- 9:30 horas: recolhimento do reinado na Vila Santo Antônio. Na chegada, saudação ao Imperador pelos congados;
- 10 horas: missa na Igreja de Santa Teresinha;
- 13 horas: saudação a Nossa Senhora do Rosário pelos congados na Igreja de Santa Teresinha;
- 14 horas: cortejo imperial, rumo ao santuário;
- 16 horas: missa solene e coroação do novo Imperador;
- 18 horas: solene procissão luminosa do Divino Espírito Santo;
- 19:30 horas: bênção do Santíssimo Sacramento após a chegada da procissão;
- 20 horas: descida dos mastros e despedida dos congados;
- 20:30 horas: show de encerramento.

Como nos anos anteriores, o Bispo Diocesano, Dom Célio de Oliveira Goulart, celebrará a missa solene de Pentecostes e o Bispo Emérito, Dom Waldemar Chaves de Araújo, celebrará dia 06. 

No jubileu de 2016, deixa a coroa o Imperador Sr. Francisco José do Nascimento e a receberá o Sr. Nelson Domingos de Abreu, que está na Comissão do Divino desde sua fundação, em 1998 e já a presidiu por duas vezes. 

Imperador Sr. Francisco José do Nascimento,
saúda aos fiéis no Santuário, logo após a sua coroação
pelo Bispo Diocesano de São João del-Rei. 24/05/2015.
 

 Créditos

- Texto: Ulisses Passarelli.
- Fotografias: Iago C.S. Passarelli, 24/05/2015.

Notas 

- Revisão: 12/05/2025. 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Entendendo a imagem do Divino

Elementos artísticos e interpretação do sagrado [1]


Em geral as principais representações materiais do Paráclito são em forma de pomba e de língua de fogo, inspiração livre nas escrituras bíblicas. Pomba e fogo aparecem artisticamente aplicados sobre uma pintura em estandarte, bandeira, flâmula, quadro, painel, medalhão ou escudo e em especial a pombinha branca aparece esculpida ou moldada sob a forma de imagem. É tal como o vemos no retábulo ou no forro de várias capelas e igrejas e ainda, na arte popular, figurando airosa nos estandartes de procissões e nas bandeiras de grupos de folia do Divino e alguns ternos de congado .

Perpassando estes elementos vemos que o artista executor da imagem ou da pintura, nas mais diferentes flâmulas e na imaginária, se vale de alguns artifícios para fixar a simbologia agregada ao Espírito Santo. Muitas vezes é acrescida de elementos simbólicos que reforçam as impressões populares pela adição de efeitos. Na tentativa de um entendimento, os elementos artísticos podem ser contemplados sob a forma de efeitos: 

efeitos luminosos: halo, fachos, raiadas, línguas de fogo, brilho, clarão;
efeitos de santidade: auréola, resplendor;
efeitos de poder: coroa, cetro;
efeito de pacificação e esperança: ramo verde no bico, interpretado como de uma oliveira;
efeitos sacramentais: 1- figuração de água – lembrança do batismo de Cristo no Rio Jordão; 2- pombinha ao centro de uma custódia – representação bastante generalizada;
efeitos de divindade: 1- pintura de nuvens se afastando para aparição da pomba; 2- nuvens em torvelinho ao seu redor, acinzentadas, em cataclismo; 3- céu se abrindo como se tragado de um plano superior donde emana luz, representado em gradação branca-amarela-laranja;
efeito de efusão: vento representado como tracejado paralelo branco-azulado-cinzento, saindo da pomba em direção à Terra;
efeito de movimento: quase sempre a pomba está de asas abertas, voando em graciosa lateralidade ou em fase de descida. Por estar suspensa em voo, confere a ideia de estar acima de nós, de um ser superior.

O lado místico se revela pela própria condição de uma devoção não antropomórfica, ou seja, existe uma dificuldade em confeccionar uma imagem do Divino ou pintá-lo, pois que o Espírito Santo não apareceu sob forma humana; não é como os santos, que foram gente. Daí o artista buscar os artifícios acima enumerados para melhor fixá-lo a partir da abstração natural.

A imagem do Divino Espírito Santo existente no Santuário Diocesano do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em São João del-Rei/MG, é extremamente significativa como arte religiosa, por sua origem e elementos simbólicos. Ela é do século XIX. Traz a estética de seu tempo, mas ainda que tardiamente, está impregnada pelo barroquismo típico da cultura do Ciclo do Ouro em Minas Gerais. O simbolismo da vivência religiosa do período colonial nas "cidades históricas" reverberou além de sua duração formal. Foi doada pelo Imperador do Divino Tomaz Antônio Gonçalvez. Tem a forma de custódia. Atrás dela existe a seguinte inscrição: “Feita nesta cidade de São João del-Rei, em maio de 1868, por Manoel Pereira Maya, natural de Piracatu, por mandado do Imperador do Espírito Santo Thomaz”. Piracatu, ao que parece, é uma corruptela de Paracatu, cidade do noroeste mineiro. A inscrição foi descoberta numa restauração. Naquela ocasião foram retiradas dezesseis lâmpadas coloridas, com as respectivas boquilhas, que de forma inconsequente se fixara nas raiadas da imagem, descaracterizando-a. O acréscimo de gosto duvidoso fora realizado na segunda metade do século XX. Atrás, sobre a dita inscrição, um terrível emaranhado de fios punha a peça sacra sob o risco de incêndio, por um muito plausível curto-circuito. Considere-se que é feita de madeira. Retomou sua autenticidade.

Nela vemos a pombinha presa à peça principal por um pequeno gancho nas costas, o que a torna pendente de fato, pelo que, em procissão, conforme o balancear do andor, parece mesmo que está voando... Como plano de fundo existe o recorte de um triângulo equilátero, simbologia representativa da Santíssima Trindade, da qual o Espírito Santo é a Terceira Pessoa. Acima dela está esculpida uma coroa e dois cetros cruzados, elementos da realeza simbólica, poder, reinado, império, súditos que são os fiéis do Espírito Santo, o povo de Deus. O fato de serem dois cetros talvez ultrapasse a pura estética da composição: lembremos que se hoje temos apenas o Imperador do Divino, na festa do passado também tínhamos a Imperatriz. É plausível que os dois cetros possam ser alusão ao casal imperial.

1- Bandeira de congado,
Moçambique "Divino Espírito Santo", Piracema/MG
durante do jubileu em Matosinhos, São João del-Rei, 28/05/2012.

2- Medalhão aplicado a um estandarte de procissão.
Acervo da Comissão Organizadora da Festa do Divino, Matosinhos,
São João del-Rei/MG, 28/05/2012.

3- Quadro de mastro fincado diante da Igreja de Santa Teresinha,
Matosinhos, São João del-Rei, durante a Festa do Divino.

4- Imagem do Divino, Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos,
São João del-Rei/MG, 18/05/2013.

5- Bordado representativo do Divino numa antiga dalmática.
Acervo do Santuário Diocesano do Senhor Bom Jesus de Matosinhos,
São João del-Rei/MG, 25/03/2012.

6- Bordado representativo do Divino numa antiga dalmática.
Acervo do Santuário Diocesano do Senhor Bom Jesus de Matosinhos,
São João del-Rei/MG, 25/03/2012.

7- Pintura do Divino de autoria do artista sacro Osni Paiva, na bandeira da Folia do Divino "Embaixada Santa",
São João del-Rei/MG, 04/04/2012. 


8- Bandeira de Congado.
Marujos "Divino Espírito Santo", Conselheiro Lafaiete/MG,
durante o Festival de Congados daquela cidade. Foto: Ulisses Passarelli, 18/07/1999. 



9- Estandarte conduzido por rainhas de congado,
Caboclos "Divino Espírito Santo", Vespasiano / MG, 
durante o Jubileu do Divino em São João del-Rei / MG, 03/06/2001. 



10- Bandeira de congado, 
Caboclos "Divino Espírito Santo", Raposos / MG, 
durante Encontro de Congados em Tiradentes / MG, 26/07/2015. 



11- Bandeira da Folia do Divino "Embaixada do Bom Pastor", 
Bairro Bom Pastor, São João del-Rei / MG, sobre a cama de um devoto
durante a visitação do lar promovida pelos folieiros. 06/06/2014. 



12- Bandeira de uma Folia do Divino da década de 1960, já recolhida (grupo extinto), 
então sob a guarda de seu folião, Sr. "Geraldo Teixeira". A folia era situada no povoado do Brumado de Cima, distrito de São Gonçalo do Amarante, São João del-Rei/MG. Março/1999. 


Créditos

- Texto e fotografias (5-10, 12): Ulisses Passarelli
- Demais Fotografias: Iago C.S. Passarelli 

                                                                                                 Notas 

[1] - Texto adaptado para este Blog; originalmente publicado no Informativo do Jubileu do Espírito Santo, n.19, maio/2016, São João del-Rei, Comissão Organizadora da Festa do Divino Espírito Santo. 

- Revisão e acréscimo de fotografias: 18/04/2025. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Cortejo

Assista ao vídeo que exibe parte do cortejo da Festa do Divino, São João del-Rei/MG clicando no link abaixo:



Cortejo. Festa do Divino. São João del-Rei.
Foto: Iago C.S. Passarelli, 08/06/2014. 


terça-feira, 22 de setembro de 2015

Moçambique de Santana do Garambéu

Moçambique bate-paus de Santana do Garambéu, no
interior do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.
Jubileu do Divino, 19/05/2013.


Créditos

- Legenda e acervo: Ulisses Passarelli.
-Vídeo: Iago C.S. Passarelli.
Notas 

- Revisão: 11/05/2025. 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Folia do Divino na missa


Folia do Divino "Embaixada Santa" durante a missa na 
véspera de Pentecostes, Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos,
São João del-Rei. Folião e Embaixador: Luís Carlos Rosa, Bairro Araçá. 

 Créditos

- Texto, edição e acervo: Ulisses Passarelli. 
- Vídeo: Iago C.S. Passarelli, 18/05/2013. 

Notas

- Revisão: 11/05/2025.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Vamos na Casa de Deus!



Neste curto vídeo de sofrida qualidade, tomado de improviso de um telefone celular, observa-se a entrada no Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos do congado de Paraíso Garcia, distrito de Santa Rita do Ibitipoca/MG, no momento da entrega do reinado. Foi sua primeira presença no Jubileu do Divino, a 24/05/2015.

O grupo, demonstra perfeita sintonia de ritmo e cadência, com uma percussão de bastões muito bem ensaiada, e a beleza visual das fitas multicores entrecruzadas no peito e nas costas dos dançadores. 

Como guarda de corte, esta modalidade de congado se ajusta à categoria popularmente chamada moçambique bate-paus, facilmente diferenciável de outros moçambiques que não fazem a percussão de bastões. É identificado também pelo tinir dos guizos (paiás) atados nos tornozelos dos dançantes. 

A localidade em questão está bem na área geográfica desse modelo de congado, difundido no Campo das Vertentes.

Créditos

- Vídeo, edição, acervo e texto: Ulisses Passarelli.

Notas 

- Revisão: 28/03/2025.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Adeus, Padre Pedro ...

É com grande pesar que São João del-Rei despediu-se hoje do queridíssimo Padre Pedro Teixeira Pereira, sepultado no Cemitério das Mercês, nesta cidade. Com uma vivência em plenitude na vida religiosa, 62 anos de sacerdócio, era em geral reconhecido pelas suas virtudes, pelo carinho extremado com os fiéis, sobretudo aos doentes, e pela pregação, que unia o lado catequético à elevada profundidade da palavra. 

Matosinhos se habituou a vê-lo no santuário, celebrando a missa das 15 horas das sextas-feiras, sempre muito concorrida. 

De sua popularidade servirão de testemunho os muitos relatos de quantos se sentiram beneficiados por suas orações e palavras e ainda, a missa de corpo presente na Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, absolutamente lotada de devotos e com a presença maciça do clero. Os sinos anunciaram o lutuoso acontecimento o dia todo. A orquestra fez os violinos chorarem no coro da igreja. A banda em tom funéreo, o imortalizou com uma marcha. Na frente do hospital, funcionários o aplaudiram comovidos à passagem do féretro, membros de muitas irmandades, cingidos de opas, caminharam cabisbaixos no seu enterro. Entre pai-nossos e ave-marias, o povo desconsolado o encomendou. 

Este blog consternado manifesta condolências à família, parentes e amigos, rogando ao Espírito Santo a consolação para os que ficam com saudades e luz para o seu caminho na Casa do Pai. 

Padre Pedro Teixeira em 2006, durante a
Procissão do Imperador Perpétuo, no 

Jubileu do Divino. 

Créditos

- Texto e fotografia: Ulisses Passarelli. 
Notas

- Revisão: 08/05/2025. 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Procissão do Imperador Perpétuo 2015

Encerrou ontem o grande jubileu em honra ao Espírito Santo, a tão querida e concorrida Festa do Divino, cuja beleza e valor religioso nunca é demais exaltar. O Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em São João del-Rei, após os dias anteriores de novena, esteve lotado de fiéis nos dois últimos dias, favorecidos por um tempo aberto, embora frio. 

A Procissão do Imperador Perpétuo, no dia 23 do corrente, transcorreu bem na sua travessia pelo Centro Histórico, com certo atraso, verdade o seja, mas animadamente musicada pelas folias presentes, que ao longo de todo longo trajeto se alternaram na cantoria. Como de costume, o cavaleiro foi à frente em abre-alas, com o grande estandarte, ladeado pelos ponteiros, também a cavalo; na charrete veio o Mordomo da Bandeira, Sr. Mário Calçavara, folião respeitado e querido por todos. Muitas bandeiras vermelhas do Paráclito vieram na sequência, seguidas pelas folias, a corte, o Imperador Coroado, sob a umbela e guarnecidos pelos guarda-coroa de espadas em punho, e por fim, a liteira com Santo Antônio, trazida por soldados montanhistas do glorioso 11º B.I. 

O pároco de Matosinhos, ao centro da procissão, vinha com uma nova imagem do Divino em forma de custódia, abençoando os fiéis ao longo do caminho, com muito carisma. 

As casas em geral pelo itinerário foram receptivas, montando altares externos, enfeitando sacadas com toalhas e flores. Destaque para a comunidade da Gruta do Divino (onde aguardava a Folia do Carlão) e a de Santa Clara (onde ingressou o Imperador Eleito), bem como para a travessia Rua Bernardo Guimarães. 

A missa teve grande número de devotos e cada folia fez um canto da celebração.

Por fim, após um café com quitandas, as folias apresentaram-se no coreto para um excelente público. A apresentação contudo foi maculada por problemas de sonorização. 

Para registro segue o nome das folias do Divino presentes: folia das Águas Férreas, do folião Geraldo Elói; folia do Jardim São José ("Folia das Mulheres"), foliã "Lilia"; folia da Rua São João, folião Antônio Ventura (as três do Bairro Tijuco); folia do Guarda-mor, folião João Matias; folia da Colônia José Teodoro, folião "Carlão" (todas estas folias de São João del-Rei) e ainda, uma folia de São Sebastião, vinda de Coqueiros, distrito de Nazareno, do folião Celso Antônio da Silva, aliás, também presente no ano passado. 

O Imperador do Divino e o Pároco. 

Cavaleiros abrem alas. 


Aspecto geral da procissão. 


A cor de Pentecostes invade as ruas da cidade. 

Folia da Rua São João.

A tradicional Folia das Mulheres. 

Folia das Águas Férreas. 

Folia do Guarda-mor na Rua Getúlio Vargas,
primitiva Rua Direita. 

Folia de Coqueiros e ao fundo a Igreja do Rosário,
no centro histórico de São João del-Rei. 

Marungos da folia de Coqueiros. 

Folia da Colônia José Teodoro cantando durante a celebração
no Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

A liteira no Santuário. 

Apresentação no coreto.
Nesta fotografia, a Folia do Carlão. 

Café dos folieiros, no Salão da Catequese. 

Último devoto.

Créditos


- Texto: Ulisses Passarelli.
- Fotos: Iago C.S. Passarelli, 23/05/2015.

Notas 

- Revisão: 12/05/2025. 
- Para saber mais sobre esta festa leia também:

DIA MAIOR DO JUBILEU DO DIVINO 2015

terça-feira, 19 de maio de 2015

Cavalgada do Divino 2015 anuncia jubileu

Na manhã do domingo que antecede a Pentecostes, parte de Matosinhos a Cavalgada do Divino. O evento acontece desde 1998. Naquele ano e nos imediatos a cavalgada era no sábado, véspera do dia maior do Jubileu do Divino. Mas entendido em boa hora pela comissão de festeiros como um evento de finalidade anunciatória, foi antecedido para o início dos festejos. 

Os moradores de São João del-Rei já sabem, estão condicionados: quando passam estes marchantes a cavalo, com bandeiras do Espírito Santo, é sinal incontestável que a Festa do Divino começou. Os desavisados que acaso não viram alguma propaganda, anúncio, jornal informativo, agora sabem. 

A disposição geral é a de duas filas, abertas pelos ponteiros, distinguíveis pelos coletes brancos. Trazem na mão um guião, espécie de flâmula, de estrutura bem leve. Ao centro e na dianteira um cavaleiro carrega um grande estandarte abre-alas, aliás, embora reformado, é o mesmo desde a primeira Cavalgada do Divino. Na sequência vem a charrete com o Imperador Coroado e no final das fileiras de cavaleiros e amazonas, outras charretes e carroças. 

Percorrem vários bairros, passando pelas vias principais, depois retornam para o ponto de saída, na praça da Avenida Santos Dumont, onde o Capitão de Congado Tadeu, também Imperador do Divino (coroado em 2004) fincou um mastro de São Sebastião para abençoar a jornada dos participantes. 

Com sua dinâmica natural, já tendo passado por algumas coordenações, mudanças de itinerário e de data já citada, além da variação do número de participantes a cada ano, a Cavalgada do Divino a 18 anos cumpre muito bem sua missão, mantendo o objetivo inicialmente proposto para ela. 

O tecido vermelho e a pombinha branca imediatamente identificam que cavalgada é esta.
Na charrete imediatamente atrás, vem em destaque o Imperador Coroado. 

Cavaleiros e amazonas atravessam a Avenida Sete de Setembro.
É o sinal verde para a festa.  

Notas e Créditos

* Texto: Ulisses Passarelli
** Fotos: Iago C.S. Passarelli, 17/05/2015